quarta-feira, 21 de maio de 2008

Consumo consciente: o T da questão

Uma das cenas mais comuns em qualquer mercado é o consumidor conferindo o rótulo do produto que deseja comprar. É nele que estão às informações básicas, do total de calorias, à presença de glúten, que muitas pessoas não podem consumir, passando pela possibilidade de reciclagem do local de fabricação. Mas um dado importante vinha sendo sonegado há pelo menos quatro anos: se o produto foi fabricado com matéria transgênica.
Desde 2004 vigora no Brasil o Decreto de Rotulagem, que prevê a inclusão de um triângulo amarelo com o T preto no meio dos rótulos de todos os produtos fabricados com 1% ou mais de organismos geneticamente modificados. É um direito do consumidor saber se o que estão comprando contém transgênicos, e um dever da empresa informar sobre o fato.
Mas nenhuma empresa cumpriu a lei de imediato. Levou quase quatro anos para isso acontecer, e mesmo assim apenas depois de uma denúncia do Greenpeace (o qual sou um colaborador) feita em 2005, que gerou a ação na justiça promovida pelo MP de São Paulo em 2007. O juiz bateu o martelo e obrigou duas grandes produtoras de óleo de soja, Burge e Cargill, a rotularem seus principais produtos – entre eles, dois líderes de vendas nos mercados, os óleos Liza e Soya.
Foi uma vitória e tanto, mas apenas o primeiro passo de uma longa caminhada. O Greenpeace está empenhado para que todos os produtos que contenham transgênicos sejam rotulados, e não apenas duas ou três marcas de óleo. A lei assim exige; o consumidor também.
Só assim os brasileiros vão realmente exercer seu direito de escolha, que é garantido por lei, e também contribuir para o meio ambiente, evitando a compra de um produto que causa tantos problemas ambientais.
Já está na hora de as empresas respeitarem a Lei de Rotulagem e também o desejo das pessoas de promoverem o consumo consciente, uma das melhores formas de protegermos nosso planeta.

Um Abraço!


Victor Alexim

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