segunda-feira, 28 de julho de 2008

O que elas fariam com um pênis

O best-seler da escritora australiana Fiona Gilles, “Pênis por um dia”, no original “Dick for a day”, não fez sucesso por acaso. O livro fala tudo a respeito do pênis e justamente por aquelas que não o possuem. A escritora endereçou a pergunta “O que faria se tivesse um pênis por um dia?”A várias mulheres escritoras, jornalistas, artistas e poetas de todas as opções sexuais, ou seja, lésbicas, bissexuais e mulheres casadas. Cada uma respondeu à pergunta de acordo com o seu humor ou experiências vividas em torno do membro masculino. A questão não é para promover a teoria freudiana da “inveja do pênis”. Obviamente, as mulheres não precisam de um pênis e a maioria delas não gostaria de tê-lo como um artefato permanente, principalmente se isso significasse desistir daquilo que só possuem. Entretanto como idéia, em resumo, esse livro revela o que as mulheres pensam realmente a respeito do pênis como objeto anatômico e arquétipo cultural, seu potencial para agradar quando colocado em mãos experientes, direcionados para as recentes perspectivas de suas consumidoras: suas fãs, suas vítimas, suas amantes. Ele pode ser a varinha de condão para a realização do prazer e amor, ou o brutal e indiferente instrumento do abuso e da dor. As experiências femininas a respeito do pênis variam do sublime ao ridículo, do transcendental ao humano. Quarenta e sete responderam à questão do livro, em prosa, verso, charges e até em quadrinhos, dependendo da especialidade de cada uma. E como o espaço não permite que fale de sobre todos, escolhi algumas.
A Camila Paglia foi curta e sem rodeios. Respondeu que se tivesse um pênis por um dia sairia correndo atrás de Catherine Deneuve. Essa foi uma verdadeira declaração de amor. Outra respondeu que gostaria de urinar na tampa do vaso, nas paredes e no chão, e em seguida mandaria seus três irmãos lavar e enxugar, para descontar o que eles haviam feito com ela a vida inteira. A romancista Jonice Eidus esnoba assim: “Após fazer amor com uma banda de rock composta se sete músicos, eu tive aqueles sete pênis uma vez, não preciso outra vez. Sou uma bonita e famosa novelista best-seller e posso ter o pênis que quiser. Além do mais, vou ficar muito ocupada escrevendo meu próximo livro: “Branca de Neve e seus sete pênis”, um conto fictício da vingança. Já Vicki Hendricks ironiza: “Se ele tiver vindo com todos os equipamentos em tentaria fazer uma doação a um banco de esperma, para passar meus genes de outra forma. Porém a melhor parte seria livrar-me dele no final do dia”. Germanine Greea respondeu assim: “Primeiro iria saber que espécie de pênis é. Se ele for suficientemente grande, conferia se sou realmente boa de cama. Se tivesse todos esses atrativos procuraria um banco de esperma para passar meus genes por outro método. Porém o melhor seria passear com ele até o fim do dia”. Vimos que a mulher, por mais que tente, nunca vai funcionar como o homem, só porque conseguiu um pênis por um dia, pois a noção e os sentimentos são diferentes. Até os desejos. A teoria de que o sexo feminino é uma versão incompleta e imperfeita está ultrapassada. O que observamos com a leitura do livro é que, dependendo da carência e das experiências de cada uma elas usariam o pênis para proporcionar prazer sexual à sua parceira ou para própria satisfação sexual.


Um abraço!!!

Victor Alexim

Um comentário:

Lúcia Alexim disse...

Tô em votação no Halma Guerreira peço seu voto no mural 3, pode votar 1 vez por dia, peça aos seus amigos pra me ajudar, bjs mil.
Se tiver dúvida, no meu blog, no canto direito tem a explicação.
lucia alexim